Abusos sexuais religiosos

Livres dos Fardos Religiosos

 

Vamos ver alguns fatos estarrecedores que a Bíblia mostra, mas que muitos tentam camuflar com medo da verdade ou por conveniência.

 

Uma mãe, em sã consciência, não faria com o seu filho o que abraão fez com ismael.

 

 

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Descrição: A Expulsão de Ismael e sua Mãe (Gênesis 21.14.) Data: século XIX. Autor: Gustave Doré. (1832–1883). Fonte e licença domínio público.

Abraão, o patriarca dos hebreus, já com a idade avançada, ainda não tinha nenhum filho. Sara, a sua esposa, era estéril. Para resolver o problema, ela entregou para ele a sua escrava Agar, para que ele pudesse arrumar um filho com ela. Abraão manteve relação sexual com a sua escrava Agar, e ela gerou um filho, que recebeu o nome de Ismael. Mas depois que a escrava ficou grávida, Sara ficou aborrecida e a maltratou. (Gênesis 16.1-6.) [1]

 

Algum tempo depois, mesmo depois de velha, Sara, enfim, conseguiu ter um filho, que recebeu o nome de Isaque. (Gênesis 21.1-3.) [2] Então ela pediu para Abraão mandar a sua escrava com o filho dela embora. (Gênesis 21.9-11.) [3] Ele, de acordo com o relato, teria ouvido Deus dizer para que a escrava com o seu filho realmente fossem mandados embora. (Gênesis 21.12-13.) [4]

 

“Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba. E, consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores. E foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco; porque dizia: ‘Que não veja eu morrer o menino.’ E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou” (Gênesis 21.14-16, RC.) [5]

 

Imagine a cena triste. A mulher vivendo como uma escrava por algum tempo. Um dia, ela tem que manter relações sexuais com seu dono. Ela gera um filho, e a mulher do seu dono torna-se sua inimiga. Um dia, ela é despedida com apenas pão e água, e os dois, mãe e filho, vão errantes pelo deserto... Um odre seco jogado pelo chão... A criança desfalecida estirada no chão precisando de água... A mãe clamando a Deus com choro...

 

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Descrição: Agar e Ismael no Deserto. (Gênesis 21.17-18.) Data: século XIX. Autor: Gustave Doré. (1832–1883). Fonte e licença domínio público.

 

A igreja moderna tem deixado o evangelho, correndo atrás dos homens do Antigo Testamento. Eles são verdadeiros exemplos de fé. Mas isso não significa que eles não erraram. Muitas vezes, a fé deles pendia para o lado do absurdo e cometiam erros gravíssimos ou verdadeiros crimes, tudo em nome de Deus, pela fé. Será que o Pai bondoso do céu realmente mandou Abraão fazer isso? De que forma ele ouviu Deus dizendo para ele agir dessa forma? Será que se ele fosse mãe teria mandado seu filho embora de casa para peregrinar no deserto ardente, com apenas pão e água?

 

Reponda, homens da religião: uma mãe faria isso? Ou essa atitude foi um mero abuso de um homem contra uma pobre escrava indefesa?

 

É por isso que Jesus veio mudar tudo.

 

Abuso sexual religioso pode ser entendido aqui como o mau uso, ou uso errado, excessivo ou injusto do sexo no meio religioso, como no caso de Abraão com a sua escrava Hagar. Se fosse hoje, qualquer um condenaria essa atitude. Mas Abraão fez isso, e muitos continuam passivos, indiferentes, achando que ele fez a coisa certa.

 

As virgens midianitas

 

Em Números 31, podemos ver que o povo hebreu travou uma guerra contra os midianitas. As mulheres e as suas crianças foram levadas cativas. Moisés, olhando para aquelas pessoas prisioneiras de guerra, disse: “Agora, pois, matai todo varão entre as crianças; e matai toda mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele. Porém todas as crianças fêmeas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, para vós deixai viver.” (Números 31.17-18, RC). [6] No versículo 35, podemos ver que eles conseguiram 32 mil virgens, intactas, lindas, presas, prontinhas para serem devoradas pelos selvagens hebreus, seguidores de uma religião contrária ao bom senso. [7]

 

 

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Descrição: Os Filhos de Benjamim trazendo as virgens de Jabes-Gileade Data: século XIX. Autor: Gustave Doré. (1832–1883). Fonte e licença Domínio Público.

As virgens raptadas de Jabes-Gileade e de uma festa em Siló.

 

Em Juízes, capítulos 19, 20 e 21, vemos uma história com extrema violência, praticada em nome de Deus, para tentarem punir um caso de abuso sexual, acontecido na tribo de Benjamim. Essa tribo não quis entregar os criminosos para serem punidos. Por causa disso, as demais tribos dos hebreus desencadearam uma guerra, onde morreram mais de 90 mil homens guerreiros. Eles queimaram várias cidades, mataram velhos, mulheres, crianças, moças e animais. Quase eliminaram a tribo de Benjamim. Sobraram cerca de 600 homens, que fugiram para o deserto. A tribo de Benjamim estava praticamente aniquilada. Aqueles homens que restaram não tinham mais mulheres para poderem gerar novos filhos. Os hebreus das demais tribos tinham jurado que não dariam as suas filhas para nenhum homem da tribo de Benjamim e juraram que matariam os homens que não comparecessem à reunião para tratarem do caso. Os homens da cidade de Jabes-Gileade não foram à assembléia. Então, os hebreus tiveram uma idéia: atacaram aquela cidade e mataram mais homens, mulheres e crianças e raptaram as virgens para se tornarem esposas forçadas dos restantes dos homens de Benjamim. Mas não foram suficientes. Então, outra idéia maligna: invadiram uma festa na cidade de Siló e raptaram mais virgens para completarem o quadro de mulheres. [8]

 

Para corrigirem o abuso sexual de alguns homens, cometerem um abuso sexual em massa, além de provocarem a morte de milhares de inocentes. Colocando tudo isso na balança da justiça, podemos ver que todas essas atrocidades foram milhares de vezes mais pesadas que o abuso sexual que eles tentarem punir. E as centenas de virgens raptadas para os remanescentes da tribo de Benjamim foi um tremendo abuso sexual. E o pior é que Deus foi colocado no meio dessa confusão, como se ele tivesse aprovado todas essas barbaridades.

 

Uma pergunta que não quer calar: como puderam saber quais das mulheres ou meninas midianitas, de Jabes-Gileade e de Siló eram virgens? Só havia um meio: verificar as genitálias delas. Quanto abuso!

 

Davi mantém as suas concubinas no cárcere privado

 

Davi teve diversas mulheres e concubinas. (1 Samuel 18.27; 25.39; 25.43; 2 Samuel 3.2-5; 5.13; 11.26-27.) [9] Concubinas eram mulheres que pertenciam a um homem e que não eram consideradas como esposas. [10]

 

Um dia, Davi resolveu colocar as suas dez concubinas numa casa, guardada por soldados. Ali elas foram sustentadas por ele; porém não teve mais relações com elas. Elas foram obrigadas a ficar dentro daquela casa o resto da vida, vivendo como se fossem viúvas. (2 Samuel 20.3.) [11] Melhor dizendo, como se fossem criminosas. Ele fez isso porque elas tiveram relações sexuais forçadas com o seu filho Absalão. (2 Samuel 16.21-22.) [12] Além de abusadas sexualmente pelo filho de Davi, ainda foram presas.

 

Davi dorme com uma donzela nos seus braços

 

Quando já era velho, Davi arrumou uma donzela para lhe aquecer deitada ao seu lado, nos seus braços. “Sendo, pois, o rei Davi já velho e entrado em dias, cobriam-no de vestes, porém não aquecia. Então, disseram-lhe os seus servos: Busquem para o rei, nosso senhor, uma moça virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma no seu seio, para que o rei, nosso senhor, aqueça. E buscaram por todos os termos de Israel uma moça formosa; e acharam a Abisague, sunamita, e a trouxeram ao rei. E era a moça sobremaneira formosa, e tinha cuidado do rei, e o servia; porém o rei não a conheceu.” (1 Reis 1.1-4, RC.) [13] Você acha que alguém tem o direito de pegar uma moça bonita de alguma família e dormir com ela com o pretexto de usá-la como meio para se aquecer? Por acaso não foi um abuso contra a pobre jovem?

 

O sexo na lei de Moisés

 

·       Prisioneiras de guerra. Temos, na lei de Moisés, outro exemplo de abuso sexual, onde diz que os hebreus podiam manter pessoas cativas, podiam transformar as cativas formosas em suas mulheres e, se não ficassem satisfeitos com elas, podiam mandá-las embora. Veja o que ele disse: “Quando saíres à peleja contra os teus inimigos, e o SENHOR, teu Deus, os entregar nas tuas mãos, e tu deles levares prisioneiros, e tu, entre os presos, vires uma mulher formosa à vista, e a cobiçares, e a quiseres tomar por mulher, então, a trarás para a tua casa, e ela rapará a cabeça, e cortará as suas unhas, e despirá a veste do seu cativeiro, e se assentará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe um mês inteiro; e, depois, entrarás a ela, e tu serás seu marido, e ela, tua mulher. E será que, se te não contentares dela, a deixarás ir à sua vontade; mas, de sorte nenhuma, a venderás por dinheiro, nem com ela mercadejarás, pois a tens humilhado” (Deuteronômio 21.10-14, RC.) [14] Absurdo! As mulheres formosas podiam ser raptadas como se fossem mercadorias para ser usadas pelos homens até se cansarem delas. Então podiam descartá-las como se descarta um lixo.

 

·       Casamento com mulher sem virgindade. Se um homem se casasse com uma mulher e nela não encontrasse os sinais de virgindade, e se ele pudesse provar isso para as autoridades, ela seria assassinada a pedradas. (Deuteronômio 22.13-21.) [15] Uma pena de morte não seria um abuso? Como um homem poderia provar isso? Ele faria a esposa mostrar para todos que ela não tinham mais o seu hímen? Caso não tivesse mais esse selo, como o homem poderia provar que ele não fora o responsável? Você teria coragem de acreditar nele e atirar a sua pedra na pobre coitada?

 

·       Adultério. Se algum homem fizesse sexo com mulher casada ou com casamento encaminhado, ambos seriam punidos com a pena de morte a pedradas. (Levítico 20.10; Deuteronômio 22.22.) [16] Mas se ela fosse forçada?

 

·       Estupro de virgens com casamento contratado. Quando houver moça virgem, desposada com algum homem, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis com pedras, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim, tirarás o mal do meio de ti. E, se algum homem, no campo, achar uma moça desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela; porém à moça não farás nada; a moça não tem culpa de morte; porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim é este negócio. Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse.” (Deuteronômio 22.23-27, RC.) [17] Aqui temos algumas imperfeições. Se a moça fosse ameaçada para não gritar ou se fosse amordaçada (ter a boca tampada)? Como ela poderia gritar? Além de estuprada, a inocente ainda morreria como se fosse uma adúltera?  Aqui está falando de moça com casamento contratado (noivas). Se fosse casada, mesmo sendo estuprada, ela morreria?

 

·       Estupro de virgens sem casamento contratado. “Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então, o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e, porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.” (Deuteronômio 22.28-29, RC.) [18] Esse mandamento, tentando corrigir uma grande falta, acaba cometendo outras. A virgem, além de ser estuprada, teria que viver o resto da sua vida com o estuprador, caso fossem apanhados. Além disso, quem tinha prata e visse uma virgem formosa, podia adquiri-la através do estupro. Bastava abusar dela, pagar a multa e levá-la como uma mercadoria já testada. Essa lei incentivava o estupro para quem tivesse cerca de 570 gramas de prata. Parece que Moisés tirou a idéia do Código de Hamurabi, mas não o seguiu corretamente para beneficiar os homens. O código de Hamurabi condena o estuprador à morte, deixando a virgem livre. “Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto, a mulher irá livre”. [19], [20]. Na lei mosaica, o estuprador seria penalizado apenas com uma multa e com a responsabilidade de ter a estuprada para o resto da vida. Mas a ex-virgem teria que suportar um estuprador nojento ao seu lado até o fim da vida. Tudo isso caso fossem apanhados em flagrante. Sem o flagrante, a moça, sem a sua virgindade, caso um dia viesse a se casar, poderia ser acusada pelo seu marido por não ser virgem e então poderia ser apedrejada, como já vimos. (Deuteronômio 22.13-21) [21] Além disso, ele não falou da idade da virgem. Será que isso quer dizer que se a virgem fosse uma garotinha ela teria que ir embora com o estuprador mesmo assim?

 

·       Sexo com escravas. Se alguém fizesse sexo com uma escrava desposada com um homem ainda não resgatada nem ainda posta em liberdade, ambos seriam acoitados. (Levítico 19.20) [22] Isso quer dizer que se fosse com escrava comprometida já resgatada e posta em liberdade, haveria pena de morte. Nada foi dito sobre o sexo com escravas descomprometidas. Será que isso quer dizer que as escravas que não tinham homem estavam liberadas para serem abusadas?

 

·       Pedofilia. Foi omitido. O sexo de homem com homem ficou proibido. (Levítico 20.13.) [23] Isso certamente ficou valendo para qualquer idade. Entretanto não foi estabelecida nenhuma regra em relação ao abuso sexual com crianças. O dever que o estuprador tinha de pagar uma multa e levar a virgem estuprada para ser sua mulher o resto da vida não está relacionado com a idade. Isso significa que efebofilia, ato sexual de adultos com adolescentes, e pedofilia, sexo com crianças, seriam resolvidos com a mesma punição irracional?

 

·       Concubinato. Moisés não estabeleceu mandamentos sobre esse assunto. Era costume os homens terem concubinas desde os tempos de Abraão. (Gênesis 25.5-6.) [24] O rei Davi teve as suas. (2 Samuel 5.13.) [25] Salomão teve trezentas concubinas. (1 Reis 11.3.) [26] Um verdadeiro abuso! Além desses, há vários outros exemplos. As concubinas viviam com um homem sem, contudo, serem uma esposa casada legalmente. Era uma espécie de escrava sexual. [27]

 

·       Poligamia. Moisés não se preocupou com a poligamia, que é o casamento de uma pessoa com vários cônjuges. [28] Por isso, encontramos muitos exemplos dessa prática entre o povo de Israel. Alguns casos até extremo como Gideão, que teve setenta filhos, porque tinha muitas mulheres. (Juízes 8.30.) [29] Salomão teve setecentas mulheres, princesas, além de trezentas concubinas. (1 Reis 11.1-3.) [30] Se fosse hoje, estaria no Guines Book of Records. Davi também teve várias esposas como:

 

1.     Mical, que custou 100 prepúcios de filisteus. (1 Samuel 18.22-27.) [31]

2.     Abigail, que se tornou mulher de Davi depois da morte estranha de seu marido Nabal. (1 Samuel 25.2-44.) [32]

3.     Ainoã. (1 Samuel 25.43.) [33]

4.     Bate-Seba, ex-mulher de Urias, conseguida com adultério e homicídio qualificado. (2 Samuel capítulos 11 e 12.) [34]

5.     Maacá. (2 Samuel 3.2-3.) [35]

6.     Hagite. (2 Samuel 3.4.) [36]

7.     Abital. (2 Samuel 3.4.) [37]

8.     Eglá. (2 Samuel 3.5.) [38]

9.     Outras mulheres em Jerusalém. (2 Samuel 5.13.) [39]

 

Os homens podiam ter várias mulheres, mas havia algumas restrições. Não podiam arrumar mulheres casadas ou com casamento encaminhado, como já vimos anteriormente. Quem se casasse com uma mulher e também com a mãe dela, o três seriam queimados vivos. (Levítico 20.14.) [40] Também o incesto, união sexual entre parentes consangüíneos ou afins era proibido. (Levítico 18.6-18.) [41] Mas a poligamia era a favor apenas dos homens. Um homem podia ter várias mulheres, mas uma mulher não podia ter vários homens. Esse tipo de poligamia é conhecido como poliginia (casamento de um homem com muitas mulheres). [42]

 

·       Divórcio. Um homem podia dar carta de divórcio à sua mulher caso não agradasse dela depois de casado. “Pode acontecer que um homem case, mas depois de algum tempo não goste mais da esposa porque há nela alguma coisa que não agrada a ele. Nesse caso ele deve preparar um documento de divórcio, entregá-lo à esposa e mandá-la embora”. (Deuteronômio 24.1, NTLH.) [43] O homem tinha esse direito. A mulher era despejada de sua casa apenas por motivos fúteis.

 

·       Levirato. A lei diz que se houvessem dois irmãos, e um deles morresse deixando a sua esposa sem filhos, o irmão do falecido devia se casar com a viúva. Se ele não quisesse se casar com ela, as autoridades tinham que tentar convencê-lo. Se continuasse recusando, a viúva devia humilhá-lo perante as autoridades. Tinha que tirar uma das sandálias dele e cuspir no seu rosto e dizer algumas palavras atrevidas. A sua família seria chamada de “a casa do descalçado”. (Deuteronômio 25.5-10.) [44]

 

Outros casos absurdos.

 

·       Como já vimos noutra mensagem, Ló quis entregar suas duas filhas virgens para os homens de Sodoma abusarem delas. Fez isso para defender dois homens ou anjos hospedados em sua casa. Se aqueles anjos estavam com poderes para destruir Sodoma e Gomorra, então precisava Ló fazer aquela besteira contra as suas filhas?  (Gênesis 19.1-8.) [45]

·       Esse mesmo Ló, um dia, ficou bêbado e manteve relações sexuais com as suas filhas, e elas geram filhos do próprio pai. (Gênesis 19.31-38.) [46]

·       Abraão deixou sua esposa nas mãos de Faraó, no Egito e, depois, nas mãos do rei Abimeleque, em Gerar. (Gênesis 12:10-20, Gênesis 20:1-14.) [47]

·       Davi sequestrou uma mulher casada com quem cometeu um adultério, provavelmente dentro do seu palácio, perto da sua família. Em seguida, armou um plano para matar o seu marido, e depois que ele morreu, buscou a viúva para ser sua mulher definitivamente. (2 Samuel, capítulo 11 e 12.) [48]

·       Absalão manteve relações sexuais com as concubinas de seu pai no terraço do palácio, à vista de uma multidão que o apoiava numa conspiração contra o seu pai. (2 Samuel 16.22.) [49]

·       O profeta Oséias casou-se com uma prostituta. (Oséias 1.2-3). [50] Depois se casou com uma adúltera que tinha um amante. (Oséias 3.1-2.) [51]

·       O sacerdote Esdras decidiu que os hebreus que tinham mulheres estrangeiras deviam mandá-las embora. E foi o que aconteceu. Os que estavam nessa situação despediram das mulheres e dos filhos. (Esdras 10.) [52]

 

Muitas pessoas imaginam que a Bíblia é um livro excelente. Em parte é uma verdade. Nelas encontramos muitas coisas boas e edificantes, como o evangelho de Jesus. Mas há também muitas coisas absurdas que precisam ser tratadas com cautela. A maioria das pessoas não lê a Bíblia e não imagina que nela existem certas coisas absurdas. Qualquer pessoa com uma boa formação moral nos dias atuais fica escandalizada com certos trechos do Antigo Testamento.

 

Casos de abuso sexual são encontrados nas diversas religiões antigas. Os abusos registrados na Bíblia servem de exemplo. E o pior é que muitos foram praticados em nome de Deus.

 

Temos que tomar cuidado quando colocamos certas pessoas e textos bíblicos como bases para certas mensagens religiosas. Se a gente não souber tratar tudo isso com bom senso, acabamos, de forma indireta, fazendo apologia de certos abusos sexuais. Devemos ler a Bíblia e outros livros religiosos, mas precisamos descartar deles tudo que não presta e que foi praticado em nome de Deus e supostamente aprovado por ele. O bom senso fala mais alto diante de certas palavras bíblicas. Não quero que você abandone a Bíblia, mas que a estude com bom entendimento, descartando certos dogmas absurdos.

 

Autor: Maralvestos Tovesmar. Este texto (não o site inteiro) está disponível nos termos da licença CC BY-NC-ND. Pode ser copiado e distribuído, informando o autor e o link seguinte, mas não pode ser modificado e nem comercializado. Data: 2013. Veja outras mensagens em http://livresdosfardosreligiosos.blogspot.com.br