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Hierarquia religiosa (parte II)

Continuação do post anterior (leia-o primeiro para entender melhor).

 

Livres dos Fardos Religiosos

 

Recapitulando, de acordo com o evangelho original, conforme a igreja do primeiro século, a hierarquia era e deveria ser sempre:

 

1.     PAI (DEUS)

2.     Jesus Cristo (Sumo sacerdote)

3.     Todos os cristãos (sacerdotes)

 

Como podemos ver, não há ninguém abaixo de nós. E acima, somente Jesus e Deus, e mais ninguém. Todos, cada um com o seu dom e com a sua função, somos sacerdotes uns dos outros.

 

A hierarquia terrena da igreja a partir do início do século II.  No início, os termos bispo e presbítero eram a mesma coisa. Algum tempo depois, inspirada na organização do Império Romano, a igreja começou a se transformar numa organização religiosa, e alguns presbíteros começaram a controlar outros presbíteros das comunidades locais de sua região. Aqueles foram chamados de bispos, e esses continuaram sendo presbíteros. Gradativamente, os bispos foram ganhando domínio sobre as igrejas locais. Contrariando os ensinos de Jesus, pouco a pouco, os mesmos conceitos de hierarquia romana e a hierarquia religiosa do judaísmo foram levados para o meio cristão. Até mesmo alguns termos da hierarquia romana vieram parar no seio da igreja como: diocese, paróquia, prefeito, vigário, etc. [1], [2], [3]. Veja como surgiu a hierarquia eclesiástica.

 

·          No ano 115, Inácio de Antioquia já defendia a superioridade do bispo sobre os presbíteros. Numa carta que ele escreveu à igreja de Filadélfia, disse: “Sede solícitos em tomar parte numa só Eucaristia, porquanto uma é a carne de Nosso Senhor Jesus Cristo, um o cálice para a união com seu sangue; um o altar, assim como também um é o Bispo, junto com seu presbitério e diáconos”. (Epístola aos Filadelfos, capítulo III. Grifo meu.) Para ele, o bispo vinha em primeiro lugar, depois os presbíteros e depois, os diáconos. [4]. Ele também afirmava que o presbítero representava Deus com uma autoridade delegada sobre o povo. Escrevendo aos Esmirniotas, ele começou a dar bastante ênfase ao ministério do bispo: "Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o bispo e onde está Jesus Cristo está a igreja católica. Sem a união do bispo não é lícito balizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes". (Epístola aos Esmirniotas, capítulo VIII.) [5], [6]. Foi, a partir daí, que surgiu a figura do bispo acima dos presbíteros ou anciões. Todas essas idéias foram os primeiros passos para transformar a igreja de Jesus em um reino eclesiástico terreno.

 

Resumindo, num gráfico, veja a nova hierarquia da igreja a partir de então. Observe que, a partir dessa época, os cristãos começam a ser divididos em duas classes:

 

1.     O clero (conjunto de todos os bispos, presbíteros e diáconos);

2.     Os leigos (todos os demais cristãos).

 

A divindade

PAI (DEUS)

 

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Jesus Cristo

O Clero ou sacerdócio

Bispos

Presbíteros

Diáconos

Os leigos

Demais cristãos

Descrição: Hierarquia da igreja a partir do início do século II. Data: março/2013. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

Triarquia eclesiástica (governo de três patriarcas).

 

·          Desde a segunda metade do século II, os bispos das diversas cidades próximas às principais regiões metropolitanas se reuniam em assembléias, conhecidas como concílios e sínodos. Essas assembléias eram dirigidas pelo bispo da metrópole regional. [7]. Dessa forma, os bispos das três principais metrópoles, Antioquia (Síria), Alexandria (Egito) e a cidade de Roma, ganharam autoridade sobre os demais bispos e foram, mais tarde, chamados de patriarcas. [8], [9].

 

 

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Descrição: Mapa da triarquia eclesiástica. Data: março/2013. Autor: Maralvestos. Derivada da obra de Angelus. Licença CC BY-SA.

 

Antioquia era a terceira maior cidade do Império Romano e era a capital da província romana da Ásia. [10]. Era a cidade, onde Pedro exercera o seu bispado durante cerca de sete anos. [11]. Alexandria era a capital do Egito e também o grande centro da cultura grega, onde se desenvolveu uma famosa escola cristã. [12]. Roma era a capital do Império Romano e a sede do último bispado de Pedro. [13]. Essas influências políticas e culturais afetaram o coração de alguns bispos, fazendo surgir, contrariando as palavras de Jesus, uma triarquia religiosa. Nessa época, o bispo de Roma tinha grande influência no Ocidente, e o de Antioquia, no Oriente. Pouco a pouco, ao longo dos séculos, o patriarcado de Antioquia se estendeu por quase todo o Oriente, alcançando o Chipre, a Palestina, a Arábia, a Mesopotâmia e a Ásia Menor. [14]. O bispado de Alexandria influenciava o norte da África. [15]. O bispo de Roma, como capital do império, já tinha pretensões de ser o cabeça de toda igreja, mas ela, na verdade, tinha três cabeças. Veja, no gráfico, como ficou a hierarquia dessa época.

 

Nessa época, havia diversos grupos ligados ao cristianismo:

 

·       Católicos; [16].

·       Os defensores do subordinacionismo; [17]

·       Gnósticos; [18].

·       Montanistas; [19].

·       Docetas; [20], [21].

·       Os marcionitas; [22], [23].

·       Os seguidores do adocionismo; [24], [25].

·       Modalistas;[26].

·       Os maniqueístas; [27], [28].

·       Os seguidores do novacianismo; [29], [30], [31], [32].

·       A turma do arianismo. [33], [34].

·       Seguidores de Basílides, os peráticos, os frígios, os encratistas e os hematistas. [35].

 

De todos esses grupos, o dos católicos teve mais força e triunfou, e os demais foram classificados como hereges. [36] E os membros das demais religiões fora do cristianismo e do judaísmo foram chamados de pagãos. [37]

 

A divindade

PAI (DEUS)

 

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Jesus Cristo

O Clero ou sacerdócio

Patriarcas de Roma, Antioquia e Alexandria

Bispos

Presbíteros

Diáconos

Os leigos

Demais cristãos

Hereges

Cristãos fora do grupo dos católicos

Pagãos

Adeptos de outras religiões fora do cristianismo e do judaísmo

Descrição: Hierarquia da igreja a partir da segunda metade do século II. Data: março/2013. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

·          Entre o final do século II e o início do século III, o apologista e teólogo Tertuliano de Cartago chamou o bispo de sumo sacerdote acima dos presbíteros e diáconos. [38].

 

·          Alguns bispos, ainda no século III, como Cipriano, bispo de Cartago, apoiaram a organização da igreja conforme o modelo do Império Romano. [39], [40]. Aos poucos, isso aconteceu.

 

 

Pentarquia eclesiástica e o sumo pontificado do imperador romano (governo de cinco patriarcas sob a supervisão do imperador de Roma). [41].

 

·      No século IV, em 313, o imperador romano Constantino I, o Grande, apoiou o cristianismo, assinando o Edito de Milão. [42]. Ele se tornou uma espécie de líder máximo da Igreja, usando o título de Sumo Pontífice, o título do sumo sacerdote da antiga religião romana pagã. [43]. Roma era a capital do império e acabou se tornando também a capital religiosa. Por isso, o bispo de Roma acabou ganhando certa autoridade sobre os demais patriarcados.

 

·      O cânon VI do I Concílio de Nicéia realizado em 325 reconheceu os três bispos principais e abriu espaço para outros dizendo: “O bispo de Alexandria terá jurisdição sobre o Egito, Líbia e Pentápolis; assim como o bispo Romano sobre o que está sujeito a Roma. Assim, também, o bispo de Antioquia e os outros, sobre o que está sob sua jurisdição.” [44]. Como podemos ver, além desses patriarcados, o bispo da capital de cada província civil (a Metropolita) recebeu certos direitos sobre os bispos das outras cidades da província (sufragâneas). Dessa forma, as diversas metrópoles viraram arquidioceses, enquanto outras cidades foram transformadas em dioceses, divididas em paróquias.

 

·      O cânon XXXIX, também do Concílio de Nicéia. “O Patriarca deve ter cuidado e autoridade sobre os bispos e arcebispos de seu Patriarcado. A primazia do Bispo de Roma cabe sobre todos. Considere o Patriarca o que devem fazer os arcebispos e bispos em suas províncias. Se encontrar algo feito por eles em desacordo com o que deveria ter sido feito, que o troquem ou lhes imponham o que deve ser feito, se lhe parece que eles irão obedecer. Pois que ele é o pai de todos, e eles, seus filhos. Embora o arcebispo seja entre os bispos um irmão mais velho, que cuida de seus irmãos, e os mantenha em obediência porque tem autoridade sobre eles, contudo o Patriarca está acima deles todos. Do mesmo modo o que ocupa a sede de Roma é a cabeça e o príncipe de todos os Patriarcas, pois que é o primeiro, como foi Pedro, a quem foi dado o poder sobre todos os príncipes cristãos, sobre todos os povos, sendo o Vigário de Cristo Nosso Senhor sobre todos os povos e sobre toda a Igreja Católica. Quem contradisser isto, seja excomungado pelo Sínodo.” (Tradução de José Fernandes Vidal.) [45]

 

·      No ano 324, Constantino deixou Roma, transferindo a capital do império para Constantinopla. [46]. 

 

·      Em 341, o Concílio de Antioquia confirmou a autoridade dos bispos metropolitanos sobre os demais bispos das dioceses. O cânone 9 desse concílio diz: “Em cada província os bispos devem reconhecer ao bispo que preside a Metrópole e que vela por toda a província, já que todos recorrem ali para resolver seus casos. Por isto se decidiu que o presida com honra e que todos os demais bispos não tenham nada de importância sem sua ponderação, segundo a regra estabelecida desde antes por nossos Pais, salvo aquele que anterior à diocese que o foi encomendada a cada um deles, e aos povoados que se encontram dentro de seus limites. Cada bispo tem autoridade sobre sua diocese para governá-la com o correspondente cuidado, para ocupar-se de todo o território que depende de sua cidade e ordenar presbíteros e diáconos, assim como para resolver com sensatez todos os casos que o sejam apresentados. Porém não deve empreender nada sem a vontade do bispo Metropolitano, e igualmente que este não deve fazer nada sem o acordo dos demais bispos.” (Traduzido pelo Presbítero Pedro Anacleto.) [47].

 

·      Em 381, no I Concílio de Constantinopla, essa nova capital também se tornou mais um patriarcado. O cânon III diz: "O Bispo de Constantinopla, no entanto, deve ter a prerrogativa de honra após o Bispo de Roma, pois Constantinopla é a nova Roma.” Os bispos ocidentais não foram convidados para esse concílio. [48], [49]. A partir daí, a igreja passou a ter quatro cabeças, mas o bispo de Roma já era considerado o cabeça principal, enquanto o patriarcado de Constantinopla assumia o segundo lugar depois de Roma, rebaixando, assim, o patriarcado de Antioquia. Esse foi o estopim que acedeu a rivalidade histórica entre as duas igrejas (Católica e Ortodoxa).

 

·      Em 451, apesar dos descontentamentos de alguns como os patriarcas romanos Dâmaso I, Leão I e Gregório I, o Concílio de Calcedônia, confirmou a criação do novo patriarcado de Constantinopla com jurisdição sobre toda Ásia Menor e parte do Bálcãs. [50], [51].

 

·      Nessa mesma época e no mesmo Concílio de Calcedônia, Jerusalém se tornou o quinto patriarcado forte com jurisdição sob três províncias eclesiásticas e cerca de sessenta dioceses, reduzindo o domínio do patriarcado de Antioquia mais uma vez. [52], [53]. Jerusalém que fora a principal cidade religiosa da Bíblia Sagrada não podia ficar sem uma fatia desse bolo eclesiástico. Agora tinha cinco cabeças, mas o arcebispo de Roma e o patriarca de Constantinopla, as duas capitais do império, brigavam pela conquista do posto máximo.

 

 

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Descrição: Mapa da tetrarquia eclesiástica. Data: Junho/2012. Autor: Maralvestos. Derivada da obra de Angelus. Licença CC BY-SA.

 

Dessa forma, a igreja criou uma hierarquia semelhante à hierarquia romana.

 

·       No topo da igreja, considerando abaixo da divindade, estava o imperador romano juntamente com o bispo de Roma e o patriarca de Constantinopla.

·       Depois, os patriarcas de Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

·       Abaixo, os arcebispos nas metrópoles.

·       Em seguida, os bispos nas dioceses.

·       Logo abaixo, os presbíteros, agora chamados de padres, nas paróquias.

·       Logo após, os diáconos.

·       Por fim, os leigos (os demais cristãos).

 

A divindade

PAI (DEUS)

 

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Jesus Cristo

O Clero

Imperador romano com o título de sumo pontífice = sumo sacerdote

Patriarcas de Roma, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Jerusalém

Arcebispos

Bispos

Presbíteros

Diáconos

Os leigos

Demais cristãos

Hereges

Cristãos fora do grupo dos católicos

Pagãos

Adeptos de outras religiões fora do cristianismo e do judaísmo

Descrição: Hierarquia da igreja a partir do século IV. Data: março/2013.Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

As divisões territoriais do Império Romano inspiraram a divisão territorial da Igreja, fazendo surgir uma espécie de império religioso, com o território dividido entre os membros da hierarquia. Podemos resumir tudo num gráfico.

 

Igreja Católica

Cinco patriarcados (Roma, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Jerusalém)

Diversas arquidioceses ou províncias eclesiásticas

Diversas dioceses ou eparquias

Diversas paróquias

Descrição: Hierarquia territorial da Igreja a partir do século IV. Data: março/2013. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

Cada um desses patriarcados possui uma lista sucessória dos possíveis patriarcas.  [54], [55], [56], [57], [58]. Para justificar a autoridade desses patriarcas sobre os demais bispos, cada lista começa com algum apóstolo ou algum nome eminente da época de Jesus, embora Jesus tivesse dito que ninguém seria maior. Se fôssemos considerar essa idéia, então teríamos que ter pelo menos doze patriarcados controlando a Igreja. Não eram doze apóstolos? Alguns justificam a autoridade deles considerando que foram sucessores dos apóstolos. Mas nem todos tiveram origem nos apóstolos. O de Alexandria e o de Jerusalém iniciaram com Marcos Evangelista e Tiago, o Justo. Na verdade, o que aconteceu foi a influência política dessas cidades metrópoles.

 

Além da hierarquia romana, o mitraísmo, a antiga religião que predominou no Império Romano, antes do cristianismo, também deve ter ajudado a influenciar na formação da hierarquia da Igreja. Nessa antiga religião, havia sete graus de iniciação e, acima de todos, ficava o Pater Patrum (Pai dos Pais). Observe.

 

Pater Patrum

Pater (pai)

Heliodromus (emissário solar)

Perses (persa)

Leo (leão)

Miles (soldado)

Cryphius (oculto) ou, segundo outras versões, Nymphus (esposo)

Corax (corvo)

 

O sétimo grau de iniciação dessa religião era o grau de Padre (Pai). Então o líder máximo era o pai dos pais. [59]. O título de papa, que é a junção das primeiras sílabas de Pater Patrum, e o título de padre do catolicismo não são meras coincidências.

 

No século V, com a queda do Império Romano no Ocidente, o bispo de Roma acabou se tornando o líder máximo da Igreja ocidental, sem a influência do imperador e acabou adotando o título de Pontifex Maximus (Sumo Pontífice) que antes era atribuído ao imperador. [60], [61]. Foi o início, de fato, do patriarcado de Roma como líder máximo da Igreja do Ocidente. Mas o Império Romano continuou existindo no Oriente como Império Bizantino. E o imperador continuou influenciando a Igreja. Isso foi alimentando a rivalidade entre as cabeças humanas das igrejas do Ocidente e do Oriente. Observe, no gráfico, a nova situação.

 

A divindade

PAI (DEUS)

 

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Jesus Cristo

O Clero

O patriarca de Roma com o título de sumo pontífice

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Imperador romano do Oriente em Constantinopla

Patriarcas de Constantinopla, Antioquia, Alexandria, e Jerusalém

Arcebispos

Bispos

Presbíteros

Diáconos

Os leigos

Demais cristãos

Hereges

Cristãos fora do grupo dos católicos

Pagãos

Adeptos de outras religiões fora do cristianismo e do judaísmo

Descrição: A hierarquia da Igreja a partir do século V, após a queda do Império Romano do Ocidente. Data: março/2013. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

         

 

No século V, no Concílio de Calcedônia, foi declarada a doutrina da dupla natureza de Cristo, conhecida como união hipostática. [62]. Outras doutrinas divergentes sobre a natureza de Cristo acabaram fazendo surgir novos grupos: nestorianos, monofisistas e miafisistas (não calcedonianos). [63]. No século VII, surgiram também os monotelistas com uma idéia entre os dois últimos grupos. [64]. Dessa forma, surgiram outros patriarcados paralelos aos patriarcados históricos. [65], [66].

 

E a rivalidade continuou entre o papa e o patriarca de Constantinopla, que era a capital do Império Romano do Oriente, onde a Igreja ainda estava sob as influências dos imperadores. Em 1054, essa rivalidade acabou gerando o Grande Cisma do Oriente, fazendo surgir a Igreja Ortodoxa. [67]. Essa, como passar dos anos, acabou criando novos patriarcados pelo mundo afora. Por outro lado, a Igreja Católica também criou seus próprios e novos patriarcados. [68].

 

Continuaremos no próximo post.

 

Autor: Maralvestos Tovesmar. Este texto (não o site inteiro) está disponível nos termos da licença CC BY-NC-ND. Pode ser copiado e distribuído, informando o autor e o link seguinte, mas não pode ser modificado e nem comercializado. Data: 2013. Veja outras mensagens em http://livresdosfardosreligiosos.blogspot.com.br



[1] Cristianismo Pagão. Frank A. Viola, pp. 73, 74

[39] Cristianismo Pagão. Frank A. Viola, p. 73