Teocracia

Livres dos Fardos Religiosos.

 

Crenças e crendices podem virar doutrinas, e essas podem ser convertidas em dogmas. Então virão os preceitos, que mais tarde poderão fazer parte de algum conjunto de leis. Essas podem fazer surgir teocracias e organizações religiosas.

 

 

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Desc.: Teocracia. Data: Julho/2012. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

No passado, vários líderes religiosos criaram teocracias. Através das guerras, conquistaram territórios e implantaram impérios baseados nas suas convicções religiosas. Os cidadãos eram obrigados a seguir as crenças, as leis, os rituais e outros elementos religiosos impostos pelos seus líderes. Os territórios das nações eram também áreas religiosas. Nação e religião se misturavam. Quem fazia parte de um reino, também tinha que seguir a sua religião oficial. [1]

 

Teocracia é a forma de governo em que autoridade política é exercida por pessoas consideradas representantes dos deuses ou de Deus na Terra. Os líderes das nações teocráticas representam o poder político e religioso ao mesmo tempo. [2], [3].

 

Em várias partes do mundo, ao longo da história, encontramos nações teocráticas.

 

·       Na antiga Mesopotâmia, berço das primeiras civilizações, os poderes políticos e religiosos se misturavam. O rei Hamurabi, por exemplo, ditou as suas leis em nome dos deuses de sua religião. [4].

 

·       No antigo Egito, os faraós foram líderes políticos e religiosos. Quando os egípcios se aproximavam de um faraó, prostravam-se ao chão diante dele, por considerá-lo uma autoridade divina. Eles eram considerados como deuses filhos dos deuses e intermediário entre estes e os homens. [5]

 

·       Na antiga Roma, nos seus primeiros séculos, durante a época da monarquia, o rei era o chefe supremo com poderes civis, militares e religiosos. As primeiras leis criadas por eles eram normas políticas e religiosas juntas. Os sacerdotes atuavam em conjunto com ele. [6], [7].

 

·       No Japão, segundo as tradições religiosas xintoístas, o primeiro imperador Jimmu era neto de Amaterasu, a deusa do sol.  Até 1945, a crença na origem divina dos imperadores foi levada a sério. [8].

 

·       A antiga China imperial também era teocrática. [9].

 

·       No século VII, Maomé criou uma teocracia em Medina, que rapidamente se expandiu por toda a península Arábica, outras regiões do Oriente Médio, norte da África e península Ibérica, na Europa. O califa (soberano mulçumano) era chefe político, militar e religioso. [10].

 

·       No Tibete, na Ásia, o Dalai-lama, líder supremo do budismo lamaísta, foi também líder político antes da intervenção chinesa, em 1959. [11].

 

·       No Punjab, a religião sikh criou o Império Sikh. [12], [13]

 

·       Na Argélia, guerrilheiros fundamentalistas da Frente Islâmica de Salvação (FIS) e Grupo Islâmico Armado (GIA) lutaram pela implantação de um estado islâmico teocrático, semelhante àquele implantado por Maomé. [14].

 

·       No Afeganistão, grupos fundamentalistas defendem a criação de um estado teocrático. [15].

 

·       No Irã, enquanto alguns querem a separação entre Estado e religião, outros, liderados pelos aiatolás, insistem em manter a teocracia baseada no islã. A revolução islâmica de 1979, liderada pelo teólogo e chefe xiita Khomeini, conseguiu implantar um Estado teocrático. [16].

 

 

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Desc.: Reino de Israel. Data: Maio/2012. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

Quando Moisés libertou o povo de Israel do Egito, ele criou leis religiosas para dirigi-los na terra de Canaã. [17]. Como muitas nações antigas, ele criou uma teocracia. Após a sua morte, Josué e os juízes Otniel, Eúde, Sangar, Débora, Baraque, Gideão, Abimeleque, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Abdom, Sansão, Eli e Samuel governaram o povo de acordo com a lei mosaica. [18], [19].

 

Na época de Samuel, o povo pediu um rei. (I Samuel 8.) [20]. Esse ungiu a Saul para ser o primeiro rei do povo hebreu, criando , assim, o reino teocrático de Israel. (I Samuel 10.) [21]. Em seguida, Saul foi rejeitado, e Davi foi colocado no seu lugar como o segundo rei. (I Samuel 15-16.) [22]. Após a morte de Davi, seu filho Salomão o sucedeu no trono, sendo o terceiro a governar os hebreus. (I Reis 1-11.) [23] Após a morte de Salomão, vieram muitos outros, sucessivamente, todos governando de acordo a lei de Moisés. [24].

 

Mas o que aconteceu com o reino teocrático de Israel? Ele foi totalmente destruído, riscado do mapa, deixando os hebreus espalhados pelo mundo, até  1948, quando novamente foi fundado o novo estado de Israel com uma visão religiosa agora mais amadurecida. Veja o que aconteceu.

 

·       No final do século X a.C., o reino é dividido em dois: Reino de Israel ao Norte e Reino de Judá ao Sul. [25].

 

·       A Assíria, no final do século VIII a.C., domina o povo hebreu do Norte (Reino de Israel) por mais de 100 anos. Durante essa época, parte do povo é levada para a Média como cativo. [26].

 

·       A Babilônia, no início do século VI a.C., através do rei Nabucodonosor, domina os reinos de Israel e Judá. Os hebreus são levados cativos para a Babilônia, onde permanecem quase 50 anos. [27].

 

·       O Império Persa, no final do século VI a.C., conquista a Babilônia, e os hebreus passam a ser súditos desse novo império. [28].

 

Reino de Israel

Reino do Norte (Israel)

Assíria

Império da Babilônia

Império Persa

Império de Alexandre Magno e seus sucessores

Independência

Império Romano

Reino do Sul (Judá)

Descrição: Os hebreus entre os séculos X e I a.C. Data: Fevereiro/2013. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 

·       Alexandre Magno do Império da Macedônia, no século IV a.C., conquista o Oriente. O povo hebreu fica sob o jugo desse império por mais de 200 anos. [29].

 

·       Entre os séculos II e I a.C., houve um período de independência, após a Revolta dos Macabeus contra os governantes herdeiros do império de Alexandre. [30].

 

·       O Império Romano, no século I a.C., conquista a Palestina, e os hebreus ficam sob o domínio dos romanos. [31].

 

Como podemos ver, o povo hebreu, também conhecido como povo de Israel ou judeus, ficaram nas mãos de povos estrangeiros por muitos séculos. Mas eles, de acordo com as palavras dos profetas, alimentaram a esperança de ter o seu reino restaurado.

 

No século VIII a.C., quando o povo de Israel estava dividido em dois reinos, Amós profetizou: “Então nesse tempo reconstruirei o tabernáculo de David, que agora ali está em ruínas, restaurá-lo-ei à sua gloria primitiva.” (Amós 9.11, OL.) [32].

 

Entre os séculos VII e VI a.C., na época do domínio da Assíria, o profeta Jeremias anunciou: “Porque vem o dia, diz o Senhor, em que porei um ramo justo sobre o trono de David. Será um rei que governará com sabedoria e justiça, e que fará prevalecer a rectidão sobre toda a Terra. E este será o seu nome: O Senhor é a nossa Justiça. Nesse tempo Judá será salva e Israel viverá em paz. O povo não dirá mais, ao querer garantir qualquer coisa: Vive o Senhor, que libertou o povo de Israel da terra do Egipto, mas dirão: Vive o Senhor que trouxe os israelitas para a sua terra, trazendo-os dos países para onde os tinha exilado.” (Jeremias 23:5-8, OL) [33], [34].

 

No século VI a.C., na época do domínio da Babilônia, o profeta Daniel predisse: “Durante os reinados destes reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que nunca mais será destruído; nunca ninguém o conquistará. Consumirá todos estes reinos e reduzi-los-á a nada; mas ele permanecerá para sempre, indestrutível.” (Daniel 2:44, OL.) [35], [36].

 

Os anos se passaram. Vieram os domínios do Império Persa, do grande Império de Alexandre Magno e do intercontinental e milenar Império Romano. A independência passageira da época da revolta dos macabeus foi uma falsa esperança, pois Roma acabou demonstrando o seu grande poder político.

 

Nessa época, no século I, um grupo de revoltosos agia contra o domínio romano. Eram os zelotes. [37]. Ainda nesse tempo, na região da Galiléia, Jesus já era bem jovem e, num lugar deserto, foi tentado a entrar na luta, procurando libertar o seu povo do jugo romano, tornando-se rei dominador de um grande império como o de Alexandre Magno e como o de Roma. Mas ele não caiu nessa tentação. Ele sabia que o mundo não precisava de um grande império teocrático dominador. Não adiantaria libertar o seu povo e colocar outros povos sob o seu domínio. Ele amava a todos os povos da terra. Então teria que mostrar o caminho da libertação para todo o mundo. Então venceu a tentação de lutar para construir um império terreno, e trouxe uma nova proposta para a humanidade: o reino espiritual de Deus para todos os povos da terra. (Mateus 4.8-10.) [38].

 

Ele saiu pelas terras da palestina pregando o evangelho do reino de Deus, que não é um estado teocrático nesse mundo, mas uma nova maneira de viver em liberdade com Deus. “Chegou finalmente o tempo!, ele anunciou. O reino de Deus está próximo! Deixem os vossos pecados e creiam nesta magnífica notícia!” (Marcos 1.15, OL.) [39]. Pregou várias parábolas sobre esse novo reino e disse que as pessoas precisam ser como crianças para poderem alcançá-lo. (Marcos 10:14-15.) [40].

 

 

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Descrição: O reino do amor de Deus está dentro de nós. Data: fevereiro/2013. Autor: Maralvestos. Licença CC BY-SA.

 “Um dia, os fariseus perguntaram a Jesus: ‘Quando irá começar o reino de Deus?’ E Jesus: ‘O reino de Deus não é anunciado por sinais visíveis, nem se poderá dizer que começou aqui ou acolá, porque está entre vocês.’“ (Lucas 17:20-21, OL.) [41]. Ele deixou bem claro que o reino de Deus não tem aparência exterior. Ninguém pode dizer que ele está aqui ou ali, pois o reino de Deus está dentro de nós. (Lucas 17.20-21.) [42]. O seu reino, como ele falou, “não é deste mundo” (João 18:36.) [43]. Ele não quis um reino terreno exclusivo para os israelitas. Quis um reino espiritual para todos os povos. Por isso, disse para os seus discípulos: “Toda a autoridade no céu e na Terra me foi dada, disse aos discípulos. Portanto, vão e façam discípulos entre todos os povos. Baptizem-nos em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ensinem-lhes a obedecer a todos os mandamentos que vos dei. Fiquem certos de que estou sempre convosco até ao fim do mundo.” (Mateus 28.19-20, OL.)

 

Ele, o cabeça, às vezes chamado de rei, se apresentou como servo. Não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. (Marcos 10.45.) [44].[45]. Antes, no Antigo Testamento, só se falava em reino do homem. Agora, mais de sessenta vezes, no Novo Testamento, foi usada a expressão “reino de Deus”.

 

Os primeiros cristãos viveram dentro dessa visão. Não brigaram com espadas, como os zelotes, querendo implantar um reino terreno. Mas lutaram com as armas espirituais para implantarem o reino invisível do Deus invisível em todo o mundo. [46]. Um reino no interior, no coração, na alma de cada um. Uma nova maneira de viver em paz, amor, solidariedade, sem preconceito, sem divisões, sem injustiças... Não um reino de palavras, mas de virtudes. (1 Coríntios 4:20.) [47]. Não um reino, como o reino de Salomão, cheio de comida e bebida, mas de justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. (1 Reis 4.22-23; Romanos 14:17.) [48]. A pessoas somente farão parte desse reino se deixaram de lado toda a imundície. (1 Coríntios 6:10; Gálatas 5:21) [49].

 

Séculos se passaram, e alguns homens, inspirados no Império Romano, começaram a querer dominar a igreja. Falarei sobre isso numa outra mensagem sobre hierarquia. E a cristandade, que deveria ser um povo livre, começou a ser dominada.

 

 

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 Descrição: Império Romano. Data: 5 de julho de 2011. Autor: Angelus. Fonte. Licença CC BY-SA.

·       No século IV, em 313, quando o imperador romano Constantino adotou o cristianismo através do Edito de Milão, e Teodósio, em 380, o transformou na religião oficial do império, o evangelho do reino de Deus virou evangelho do Império Romano. [50], [51]. As pessoas experimentaram o sabor de uma nova teocracia, onde dois chefes, um político e outro religioso, de mãos dadas, dominaram o povo.

 

·       Depois da queda do Império Romano do Ocidente, durante a Idade Média e Moderna, nos reinos que surgiram na Europa, principalmente no reino dos francos e no Sacro Império Romano-Germânico, muitos bispos tornaram-se governantes de territórios, onde exercia o poder religioso e político, como aliados do rei. Por isso, eram chamados de príncipes-bispos. [52]. Ainda hoje, o Vaticano, a menor nação do mundo, tem o papa como chefe do estado e líder máximo da Igreja Católica.

 

·       No século X, quando o papa coroou Oto I como o imperador do Sacro Império Romano-Germânico, novamente a Igreja estava tentando impor um regime teocrático, onde novamente dois chefes, um político e outro religioso, pudessem comandar o povo. [53]. Mas houve desentendimentos entre as partes. O regalismo penetrou nos corações dos reis, e eles travaram disputas com o papado. [54]. Oto I retirou o papa João XII do trono e colocou Leão VIII no seu lugar. [55]. A igreja não deixou de graça e houve disputas. Aconteceu a questão das investiduras entre os séculos XI e XII, durante mais de cinqüenta anos. [56]. Nessa época, os imperadores e os senhores feudais nomeavam padres e bispos para ocuparem os cargos eclesiásticos dentro dos feudos do Sacro Império Romano-Germânico. O imperador Frederico I Barba-Roxa, apesar de ter sido coroado pelo papa Adriano IV, entrou em conflito com Roma e nomeou o antipapa Vitor IV no lugar de Alexandre III. [57].

 

·       Na França, a intromissão dos papas nos assuntos dos reis geraram diversos conflitos entre os séculos XIV e XIX, principalmente no reinado absolutista de Luís XIV (1643-1715). Esses conflitos ficaram conhecidos como galicanismo, onde os reis quiseram afastar a interferência dos papas no território francês. [58].

 

·       No século XVI, Martinho Lutero rompeu com a Igreja Católica e fundou a Igreja Luterana, com o apoio de príncipes alemães. Naquela época, o território da Alemanha ou Sacro Império Romano-Germânico era dividido em várias unidades políticas: umas católicas e outras protestantes, cada uma com a sua religião oficial. [59]. Lutero achava que o governo secular de um estado era algo divino e que esse poderia usar de todos os meios possíveis para governar, usando inclusive a espada. [60].

 

·       Ainda no século XVI, na Suíça, João Calvino criou uma teocracia em Genebra. Nesse cantão suíço, ele agia com autoritarismo, a ponto de eliminar seus opositores. [61]. Foi ele quem mandou queimar o médico e teólogo espanhol Miguel Serveto. [62].

 

·       No mesmo século, o teólogo reformador suíço Huldrich Zwingli fundou uma teocracia em Zurique, outro cantão suíço. [63].

 

Com o fim das teocracias ditas cristãs, muitos descobriram que podiam formar seus reinos religiosos, criando igrejas regionais, nacionais e até internacionais, formando, assim, grandes impérios religiosos, com templos, empresas, fazendas, meios de comunicação, aviões... O mundo então ficou carregado de reinos religiosos desse tipo, usando o nome de Cristo, desfigurando tudo que ele construiu. Todos esses ideais teocráticos terrenos vieram estragar a mensagem perfeita de Cristo.

 

O Universo inteiro já é governado por Deus. Ele está acima de tudo e de todos, independente de qualquer religião. Nenhum líder de qualquer organização religiosa precisa impor um governo teocrático sobre as nações. Os líderes políticos têm a obrigação de zelar pelo bem-estar dos cidadãos. Os religiosos precisam ensinar o caminho do bem. Ambos devem ser bons instrumentos em prol da humanidade. Nenhum deve impor seu domínio, destruindo a liberdade das pessoas. Os seres humanos precisam aprender a servir uns aos outros com amor, respeito e sabedoria. Ninguém deve ser cabeça autoritária, nem mesmo usando o nome de Deus. Não deve haver nenhum estado teocrático, onde um líder, com a sua religião, apagam a liberdade religiosa das pessoas.

 

Muitas pessoas acham que a sua religião é a melhor e que ela deve dominar o mundo. É o que pensam alguns muçulmanos que acham que podem expandir islamismo usando, se preciso for, até mesmo a guerra santa (jihad). O filósofo e teólogo russo Vladimir Soloviov falou sobre uma teocracia cristã universal. [64]. Mas nada disso é a solução para o mundo.

 

Os sistemas religiosos chamados de igreja, que são os novos reinos teocráticos, podem continuar existindo. Ninguém precisa e nem deve persegui-los. Todos são livres e podem pertencer a essa ou a aquela igreja organizada. Mas precisamos entender que não precisamos de nenhum sistema religioso para ser de Deus e de Cristo. Todos precisam respeitar a decisão de cada um de não querer ser súditos de nenhum império denominado de igreja. Isso porque a igreja verdadeira somos todos aqueles que decidem viver o que Cristo ensinou. Paremos com esse evangelho vinculado à igreja institucionalizada.  Abaixo essa heresia que diz que todo cristão tem que pertencer a uma igreja desse tipo. O reino é de Deus, e ele pode estar dentro de cada um de nós.

 

Não se esqueça dessas palavras de Jesus: “Entre os descrentes, os governantes até podem ser tiranos e os grandes mandam nos que estão abaixo deles. No vosso meio, porém, será muito diferente. Quem quiser ser o principal entre vocês deve ser vosso servo, e quem quiser ser o primeiro deve tornar-se o vosso escravo. A vossa maneira de proceder deve ser a mesma que a minha, porque eu, o Filho do Homem, não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida para salvação de muitos.” (Mateus 20.25-28, OL.) [65].

 

 

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Descrição: Crepúsculo sobre Dale Hollow Lake, Tennessee, EUA.  Data: 12 de março de 2011. Autor: Brian Stansberry. Fonte. Licença CC BY.

Esse reino de Deus é pra você também. Não importa a cor da sua pele, sua nacionalidade, sua etnia, sua idade, seu sexo, sua escolaridade, sua classe social... Todos nós podemos ser súditos do verdadeiro reino divino. Mas onde ele está? Ele não está ali, nem acolá. Ele não tem endereço, não tem atendimento de hora marcada, não possui bandeira, hino, brasão, logomarca, slogan, castelos, rei humano... Ele está dentro de você, através das leis verdadeiras de Deus escritas no seu coração. Deixe fluir de dentro o amor, o perdão, a paz, a alegria, a esperança, a solidariedade, a simplicidade... Deixe essa doce lei sair de dentro. Você pode. Você precisa. Você tem sede disso. Faça do seu interior uma teocracia pura sem as interferências do ser humano. Venha comigo. Não serei seu líder. Seremos súditos livres desse reino da liberdade. Não dominaremos, mas nos ajudaremos uns aos outros. Não tenho e nem represento nenhum império religioso ou igreja institucionalizada. Apenas estou ajudando com essas mensagens, que não são dogmas, nem preceitos ou leis. Essa é a boa notícia que anuncio. Esse é o evangelho que Jesus mandou anunciar.

 

Autor: Maralvestos Tovesmar. Este texto (não o site inteiro) está disponível nos termos da licença CC BY-NC-ND. Pode ser copiado e distribuído, informando o autor e o link seguinte, mas não pode ser modificado e nem comercializado. Data: 2013. Veja outras mensagens em http://livresdosfardosreligiosos.blogspot.com.br



[46] Atos 8:12; Atos 19:8; Atos 20:25; Atos 28:23; Atos 28:31